O aroma entre Setúbal e Sagres
reside entre mel e eucalipto.


A esteva (Cistus ladanifer).

Debaixo do sol ardente da Costa Vicentina, a esteva produz nas suas folhas e ramos um tipo de resina aromática, denominada lábdano. Com o calor imenso a planta parece transpirar, no entanto é desta forma que se protege do sol.

A esteva pode ser encontrada nas imediações do Mar Mediterrâneo e na Costa Atlântica portuguesa, prefere terra esparsa, pedregosa e permeável, locais quentes e ensolarados. A sua fragrância típica mistura-se com a brisa salgada do mar e de zimbros selvagens gerando um aroma magnífico.

O Labdanum.

A palavra Labdanum tem a sua origem na região linguística síria-fenícia e significa algo como “erva pegajosa”. Já na Antiguidade era utilizada para tratamentos de beleza, fumigantes e curativos.

Labdanum era muito precioso e no Chipre foi até consagrado a Afrodite, a  Deusa do Amor – se este acto trará vantagens no bar após se deliciar com um GIN SUL Tonic, só Deus sabe.

A colheita das folhas era feita de forma singular. De acordo com Dioscórides, farmacologista e médico famoso da Antiguidade, os pastores deixavam os seus rebanhos de cabras a pastar em zonas de grande densidade de esteva, para de seguida, penteando o pêlo dos seus animais, obterem as folhas e a resina.